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Marina e cais de Tróia: Impactos ambientais inferiores ao previsto

Colocado por em 28 Jul, 2011 | Deixe um comentário


Os impactos ambientais dos novos cais de ferries e marina de Tróia são inferiores ao esperado.
O Instituto do Mar e o Troia Resort apresentaram no passado dia 28 de Junho as conclusões do programa de monitorização ambiental em Tróia.
A técnica responsável pela área do ambiente no TroiaResort, Célia Ferreira, diz que as conclusões são positivas, já que são, “em muitas situações, inferiores ao previsto” aquando do Estudo de Impacto Ambiental.

O responsável pela monitorização ambiental da península de Tróia, Francisco Andrade, considera que a intervenção feita pelo Troiaresort, empreendimento turístico da Sonae Turismo, no território é um “exemplo francamente positivo”.

Em declarações à Agência Lusa, o responsável do Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Instituto do Mar afirmou que a ideia de que a construção do empreendimento iria ser nociva para o ecossistema de Tróia é “claramente forçada”, dado que, apesar de “ter uma base natural”, trata-se “de um território construído pelo homem, desde há muito tempo”.

Francisco Andrade enumerou os exemplos das ruínas romanas, vestígios de construções efetuadas há dois mil anos na margem nascente da caldeira, da parte mais alta de Tróia, a montante da marina, constituída por lastros depositados por navios da Idade Média que carregavam em Setúbal, e do sistema de dunas formado ao longo da estrada que separa a zona do golfe da zona da caldeira.

Para o investigador, “as pessoas esquecem-se” de que antes da intervenção no âmbito do plano de urbanização, Tróia “não era um território prístino, selvagem”, mas sim “um território degradado, abandonado, onde havia uma quantidade enorme de construção que foi demolida” e cujas áreas “recuperaram já ou estão a recuperar”.

O especialista falou à margem da apresentação das conclusões do programa de monitorização ambiental da marina e do novo cais de ferries do Troiaresort ao longo dos últimos três anos, em que defendeu que Tróia “tem tudo para ser uma área de proteção integral fabulosa”, mas admitiu que a “opção política”, tomada no final dos anos 90 do século passado, de recuperar a península como zona de turismo permitiu desenvolver um projeto que “está no topo daquilo que se sabe fazer” em termos de gestão ambiental.

Responsável por um programa que monitoriza diversos parâmetros, desde a qualidade das águas, a dinâmica costeira e a taxa de assoreamento, até ao comportamento das espécies animais e vegetais do ecossistema, com especial atenção para as populações de roazes e morcegos-rabudos, Francisco Andrade revelou que os efeitos do empreendimento ficaram aquém dos níveis previstos no estudo de impacto ambiental.

Célia Ferreira, responsável pela área de gestão ambiental da Sonae Turismo, destacou a redução nos consumos de água e energia elétrica do empreendimento.

Artigo adaptado da Agência Lusa

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